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RESENHA: Para todos os garotos que já amei - Jenny Han


Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

Lara Jean é a filha/irmã do meio e é bastante romântica, diferente da irmã mais velha e da caçula. Após a morte de sua mãe, quando ela tinha seis anos, as três ficaram mais próximas e acabaram amadurecendo mais rápido. Sua irmã mais velha, Margot, ficou responsável por cuidar das duas e também do pai. Mas tudo muda quando ela decidi ir para uma universidade na Escócia . E é aí que começa o desafio para Lara Jean: assumir o lugar de irmã mais velha. E essa foi uma das partes que eu mais gostei no livro, o amadurecimento dela. E ao mesmo tempo, é a parte mais irritante, porque ela fica constantemente se comparando à Margot.

Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.

 

Lara Jean tem um segredo: cartas de amor (ou seriam de desamor) que ela escreveu para os cinco garotos que ela amou em toda sua vida, ou em seus 16 anos de vida, que ela esconde em uma caixa. Misteriosamente, essas cartas são enviadas para esses garotos e alguns deles resolveram confrontá-la, o que a deixou totalmente sem reação e mortificada. 

Um deles é Josh, o ex-namorado da Margot. Para evitar lidar com essa situação com Josh, Lara Jean resolve criar um relacionamento de mentira com Peter (que também recebeu uma carta). Peter está saindo de um relacionamento e quer que Genevieve o deixe em paz, por isso ele aceita a ideia de Lara Jean. E é quando o livro começa a ficar realmente engraçado e fofo e maravilhoso.

Não são cartas de amor no sentido mais estrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Porque, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. Posso tomar o café da manhã sem me preocupar se ele também gosta de banana com cereal; posso cantar músicas românticas sem estar cantando para ele.

 

Peter vem para tirar a nossa protagonista da sua zona de conforto. Eles eram amigos na infância e seu primeiro beijo foi com ele, mas durante o colegial eles são estranhos um para o outro. Ele se torna o atleta popular, namora Genevieve, que é líder de torcida e também é super popular, enquanto Lara Jean prefere ficar invisível. Eu sei que você deve estar achando tudo muito clichê, mas o legal no Peter é que ele vai muito além do que as pessoas acham. 

Mesmo sendo um romance, o livro também possui assuntos que valem a pena serem discutidos, como, por exemplo, os estereótipos criados pela sociedade. Ao longa da história, percebemos que as pessoas não são como imaginamos e acabamos nos surpreendendo com os personagens.

– Você só gosta de caras com quem não tem chances, porque tem medo. Do que você tem tanto medo?
– Não tenho medo de nada.
-Até parece. Você prefere criar uma versão idealizada de alguém na sua mente a ficar com a pessoa.

 

"Para todos os garotos que já amei" é aquele livro super gostoso de ler, que você não vê a hora passar.  E se você quiser usar a velha desculpa de "só mais um capítulo", pode ficar tranquilo, porque os capítulos são super curtinhos, mas eu te desafio a parar. Ele tem personagens que são possíveis de se identificar e crescer com eles. E não tem como não amar a Kitty ou não torcer por Lara Jean e Peter.

O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo. Quero ser corajosa…


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