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RESENHA: Fangirl - Rainbow Rowell



Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série, está sempre antenada aos fóruns, escreve uma fanfic de sucesso e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real.
Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.
Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.
Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

“Fangirl” foi o primeiro livro que li da Rainbow Rowell (pausa para apreciar esse nome maravilhoso) e me deixou viciada na escrita da autora!

Quando escrevi essa resenha, lá em 2016, a história tinha me conquistado e foi o que me levou a ler outros livros da autora. Cinco anos depois, eu já perdi a conta de quantas vezes reli esse esse livro. Ele se tornou um dos meus favoritos da vida e Levi está no topo da minha lista de crushes literários. Mantenho muitos dos sentimentos descritos abaixo, porque foram minhas primeira impressões sobre ele, mas achei importante também explicar que minha relação com Fangirl hoje é totalmente diferente e de muito amor! Sem mais delongas, vamos para a resenha.

Basicamente, o que está na sinopse é o que acontece no livro todo, sem muitas surpresas. Mas isso não quer dizer que a leitura seja chata ou entediante, porque Rainbow Rowell sabe como te prender na história.

Cath é super apaixonada por Simon Snow (muito, muito mesmo) e escreve, há dois anos, a fanfic “Sempre em frente, Simon”, que faz um grande sucesso entre os fãs da série. Ela é extremamente insegura, tímida e tem alguns problemas de auto estima – ela até acha que Wren é mais bonita que ela. Detalhe: elas são gêmeas idênticas.

Era por isso que Cath escrevia as histórias. Para ter esses momentos em que o mundo deles suplantava o mundo real. Quando ela podia simplesmente cavalgar nos sentimentos deles como uma onda, como algo flutuando morro abaixo.

Wren, não é mais tão ligada ao fandom quanto Cath e quer viver novas aventuras na faculdade, incluindo não ter mais que dividir o quarto com sua gêmea e isso acaba afastando as irmãs. Ela quer conhecer gente nova, ir à festas e aproveitar tudo o que essa nova fase pode lhe proporcionar.

Nossa protagonista, por outro lado, tem um medo terrível de mudanças e conhecer pessoas. Fazer novos amigos não está na sua lista de interesses, muito pelo contrário. Ela passa a maior parte do seu tempo no quarto estudando ou trabalhando em “Sempre em frente”. Sua colega de quarto, Reagan, aparentemente não gosta de Cath, é extremamente sarcástica, mal humorada e traz a tiracolo Levi (que pode ou não ser o namorado da Reagan), o cara que distribui sorrisos para qualquer coisa que se mexa e é a definição da palavra simpatia.

– Não é só isso… Não gosto de lugares novos. Situações novas. Vai ter um monte de gente, e não vou saber onde sentar… Não quero ir.

No começo, esse conflito da Cath em continuar apegada ao passado e ao mundo de Simon Snow ou traçar um novo caminho é um pouco irritante e dá vontade gritar com ela, mas no decorrer da história é possível entender porque ela teme tanto as mudanças e até mesmo confiar em outras pessoas. O desenvolvimento desses conflitos internos da personagem é algo gradual, sem grandes reviravoltas. É natural e incrível de acompanhar.

As cenas mais românticas são algo a parte. Cath sendo Cath leva tudo muito devagar, mas de um jeito que apenas aumenta a vontade de continuar lendo e é tudo tão fofo que você vai se pegar sorrindo várias vezes durante a leitura.

– Gosto de você aqui – disse ele, apertando-a. – Aqui comigo.
Ela sorriu, e seus olhos começaram a descer.
– Cather…
E voltaram aos olhos dele
– Sabe que estou ficando apaixonado por você, né?

Como nem tudo nessa vida é perfeito, “Fangirl” também tem seus defeitos. O maior ponto negativo é que ao final de cada capítulo tem fragmentos dos livros do Simon Snow ou das fanfics da Cath e, embora alguns sejam relacionados com o que acontece no capítulo, a maioria parece que foi apenas jogada ali sem propósito algum e isso foi algo que me incomodou bastante.

No geral, Rainbow Rowell me conquistou e “Fangirl” é um livro incrível, um dos meus favoritos da vida e que eu indico para absolutamente todo mundo. Você quer ler Rainbow Rowell? Leia Fangirl! Quer um livro sobre mudanças e novas descobertas? Leia Fangirl! Vai ler "Sempre em frente"? Leia Fangirl antes! É assim que eu sou com esse livro.

Essa é uma leitura muito gostosa e me deixou com muita vontade de que a história continuasse para sempre. 



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