#TOP5: Escritoras lésbicas lacradoras (e invisibilizadas) | #QueerDosLivros


É bem difícil assumir a orientação sexual para família. De fato, você deve conhecer alguns relatos de pessoas que foram expulsas, ou expulsas de outras maneiras, que não mandadas embora de casa, como ser excluída da rotina familiar. Conhecemos história assim quando tratam dos gays e das (os) transsexuais, entretanto, uma parcela gritante e horrivelmente invisibilizada na sociedade tem sua sexualidade oprimida: as lésbicas (ou o "L" - sim, coleguinha, o L da sigla não quer dizer leitinho).

Durante décadas, lésbicas são colocadas de fora do movimento por acharem que era "frescura de mulherzinha" começar a ficar com meninas, afinal, crescemos todos em uma sociedade machista, e ouvimos, desde sempre, que "isso de mulher com mulher, é falta de pir***" (sic).

Portanto, para tanto, com isso e devido a isso, nós do Quarto decidimos trazer 5 romancistas lésbicas que sentem orgulhoso do poder sapatônico que todas tem, e, de certa forma, talvez, possam calar a boca de muito macho escroto por ai. Tentamos fugir do óbvio para montar a lista, então segura ai que tem coisa que nem nós conhecíamos,

1. Cassandra Rios
"Uma das mais polêmicas escritoras brasileiras, Cassandra Rios foi a primeira mulher a vender um milhão de exemplares no país — e a mais censurada artista do país. Seus temas eróticos, muitas vezes considerados pornográficos, fizeram com que, nos anos 70, no auge da ditadura militar, 36 de seus livros fossem censurados. 

O sucesso popular da autora de “O prazer de pecar”, “Tessa, a gata”, "Carne em delírio" e "A paranóica" — levado ao cinema com o título de “Ariela” — não garantiu o mesmo reconhecimento no meio literário. Durante anos, Cassandra foi chamada de escritora sem qualidade e chegou a ser tachada de comunista e obscena. Nos anos 80, quando vendia 300 mil exemplares de cada novo livro, conquistou a simpatia de Jorge Amado, que passou a defendê-las das críticas.

A escritora morreu em março de 2002, de câncer, aos 69 anos."
Fonte: O Globo


2. Vange Leonel
"Maria Evangelina Leonel Gandolfo (São Paulo, 4 de maio de 1963 – São Paulo, 14 de julho de 2014), mais conhecida como Vange Leonel, foi uma cantora-compositora, guitarrista rítmica, jornalista, blogueira, cronista, romancista, dramaturga, sommelier de cervejas, e ativista feminista e LGBT brasileira. Conhecida por seu timbre vocal influenciado por cantoras de blues e soul como Billie Holiday e Janis Joplin, foi famosa por seu trabalho com a banda de pós-punk Nau, ativa de 1985 a 1989, antes de começar carreira solo em 1991."


3. Lúcia Fucco
Infelizmente não achamos uma biografia da Lúcia, então, tem essa apresentação de uma entrevista que ela deu ao blog da Editora Malagueta.

"Conheço a Lúcia faz já uns bons anos e fico feliz de ter-me tornado amiga dela. Mas não é como amiga que falo aqui e sim como editora profissional. Publiquei o primeiro livro dela pelas Edições GLS em 2004, "As heroínas saem do armário", que me deixou espantadíssima: foi a primeira dissertação de mestrado completamente legível que vi na vida! Parece um romance de tão interessante, inacreditável.E é isso o que a Lúcia consegue fazer sempre, unir a seriedade acadêmica de quem lé e pesquisa antes de emitir opiniões, aí soltar um texto cortante, acessível, provocador. Quem não acredita que leia o capítulo sobre a “Mulher-falo” nessa obra, que a Lúcia lê com o maior prazer em locais públicos, chocando ouvintes ao soltar a dúvida sobre por que o líquido lubrificante produzido pela vagina da mulher não tem nome popular, como a porra.
A Lúcia é ótima porque instiga mesmo, convida a pensar. E é lésbica assumidíssima, com nome e sobrenome. E escreve um monte, é a lésbica mais publicada da literatura nacional. Confira só o que ela já escreveu e o que ela fala sobre escrita lésbica: "


4. Beliza Buzollo
Também não achamos biografia da Beliza, mas tem o link do Tumblr dela , e uma matéria bem legal no G1, saca só um trecho:

“Há uma carência enorme de uma produção de conteúdo voltado para mulheres que gostam de mulheres, ainda mais nos quadrinhos. Muita gente agradece a criação da página e diz como se sente feliz de ter alguém abordando essa temática. Seja a pessoa assumida há muitos anos ou começando a se aceitar, as histórias têm gerado identificação independente da fase de aceitação da pessoa. Não esperava essa repercussão, fico muito feliz. Dá ainda mais força para continuar.”


5. Elizabeth Bishop
NÓS TENTAMOS NÃO INCLUÍ-LA, MAS FOI IMPOSSÍVEL, NÃO JULGUEM, OK!
"O pai, William Thomas Bishop morreu antes de ter ela um ano e a mãe, Gertrude Bulmer Bishop, tinha transtornos mentais, foi internada num hospital psiquiátrico quando Elizabeth tinha cinco anos. A família materna a levou para viver em Great Village na Nova Escócia, Canadá. Sua mãe ficou no hospital até morrer em 1934 mas Elizabeth nunca mais a veria. Guardou de sua vida inicial no Canadá lembranças enternecidas e escreveria sobre sua infância de modo idealizado.
Foi mais tarde educada pela família do pai em Worcester e Boston.

Conheceu a grande poetisa Marianne Moore, 24 anos mais velha, de quem se tornou muito amiga. Seus primeiros poemas, muito influenciados por George Herbert, Gerard Manley Hopkins e Moore, surgiram na revista de Vassar College, que ajudou a fundar com Mary McCarthy, escritora um ano mais velha, Margaret Miller e duas irmãs Clark, e que se intitulava Con Spirito. Influenciada por Marianne Moore, abandonou a intenção de se tornar médica e se dedicou à poesia. Sua era educação excelente era financiada por dinheiro aplicado pelo pai, que ia entretanto diminuindo com a inflação."

Por favor, se vocês conhecerem mais escritoras que não estão nesta lista, ou for uma, conta pra gente! VAMOS COMPARTILHAR LITERATURA BOA <3



Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.