RESENHA: O beijo das sombras (Academia de Vampiros #1) - Richelle Mead | BEDA #5 - Quarto dos Livros

RESENHA: O beijo das sombras (Academia de Vampiros #1) - Richelle Mead | BEDA #5


Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade. Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola. Mas isso é só o começo. Em O Beijo das Sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar? Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.
Sabe quando você acha que já passou de uma certa fase da sua vida, mas de repente encontra algo que te faz voltar para ela? Então. Eu achei que tinha deixado minha fase "louca dos livros de vampiros" no colegial, mas o Cinemax resolveu passar o filme de "Acadêmia de Vampiros" e eu decidi que seria interessante assistir. MELHOR DECISÃO DA VIDA! Embora o filme não seja bom (vou falar mais sobre isso ao longo da resenha), ele me apresentou aos livros dessa série e eles são tão bons! Enfim, vamos a resenha.

Nessa série, os vampiros são classificados de duas formas: os Moroi, que são os vampiros, teoricamente, bons. Eles se alimentam de sangue humano, mas não matam. Também controlam um dos quatro elementos (ar, terra, água e fogo), mas em alguns casos, esse elemento é o espírito e esses Moroi são raros e nesse primeiro livro, pouco se sabe sobre eles. E eles não são imortais, embora raramente fiquem doentes - com exceção a algumas doenças que são específicas de vampiros, como no caso de Victor Dashkov.

Já os Strigoi são os vampiros maus. Eles realmente são maus. Para se transformar em um Strigoi é necessário que um Moroi se alimente de um humano, Moroi ou Dhampir (vamos falar deles depois) até matá-los. Outras formas são se alimentar de um humano ou Dhampir e depois dar sangue de Strigoi para a vítima. Eles são imortais e sangue de Moroi os deixa mais fortes. Eles não possuem mágica, não podem controlar nenhum elemento, não têm alma ou qualquer senso de ética. Podem ser mortos de três formas: estacas de prata, encantadas com os quatro elementos, no coração, decapitação ou incendiá-los.

Além dos Moroi e Strigoi, existem também os Dhampir (ou dampiros, na tradução dos livros no Brasil), que são metade humano e metade vampiro. Eles são treinados para se tornarem guardiões dos Moroi e protegê-los dos Strigoi e qualquer outro perigo que possa aparecer. Nossa protagonista, Rose Hathaway, é uma dhampir.

Rose decide fugir da escola São Vladimir com sua melhor amiga, a princesa Lisa Dragomir, a última Dragomir, em uma tentativa de proteger a amiga. Elas compartilham um laço psíquico, que permite que Rose possa saber o que Lissa está sentindo, quando ela está em perigo e até mesmo, entrar na mente da garota. Após conseguirem se esconder entre os humanos por dois anos, elas são "capturadas" por guardiões e levadas de volta para a escola. E é então que somos apresentados a Dimitri Belikov, o melhor guardião que você respeita.

De volta a escola, Rose e Lissa precisam se adaptar novamente a rotina da academia. O livro tem uma sucessão de acontecimentos que fazem Rose se lembrar do motivo por ter fugido com Lissa e por isso ela decide se esforçar mais ainda em seus treinamentos, principalmente nos treinos com Dimitri, que assume o papel de seu mentor para que ela possa se graduar junto com sua turma.

Agora vamos dar uma pausa para falar sobre Dimitri. Assim como Rose, ele é um dhampir e foi designado para ser o guardião da princesa Vasilissa Dragomir (sim, esse é o nome da Lissa), mas como ela ainda não se formou, ele dá aulas na academia e acaba se tornando o mentor de Rose para que ela não seja expulsa e tenha a chance de se tornar a guardiã oficial da princesa depois da formatura. Dimitri é russo e é descrito por outros alunos como um deus pela forma que luta, é extremamente reservado e adora romances do velho oeste. E assim, se você não precisa de mais um crush literário na sua vida, é melhor ficar longe dessa série.

Antes de começar o livro, tive medo de que ele fosse mais do mesmo (até temi que os vampiros brilhassem), mas Richelle Mead conseguiu criar uma trama bem diferente do que nós estamos acostumados nas histórias sobre vampiros. E ela traz uma protagonista extremamente forte e decidida, que passa longe de uma donzela em perigo que precisa ser salva. Rose é quem salva. Ela não tem medo de nada e não mede esforços para ajudar as pessoas que ama, especialmente sua melhor amiga. E o seu amadurecimento nesse primeiro livro, e na série toda, é algo muito incrível e ela faz isso sem perder a sua essência sarcástica e impulsiva. Rose se torna uma versão melhor dela mesma.

Lissa é outra personagem que tem uma história muito particular e delicada nesse primeiro volume e tenta assumir o papel de salvar a amiga, ela se cansa de sempre ser protegida por Rose e decidi retribuir o favor. Ela é uma usuária do espírito, mas no início ninguém sabe ou entende isso, eles apenas acham que ela ainda não se especializou em nenhum elemento. Por causa do espírito, ela acaba sofrendo depressão e para tentar acabar com esses sentimentos, ela usa automutilação, dizendo que "uma dor  física era a única maneira de estancar a dor interna". Os cortes não são um efeito colateral para todo usuário do espírito, como o longa faz parecer.

Quando vi o filme, eu já sabia que ele tinha sido um fiasco e depois de ler o livro deu para entender o motivo desse fracasso. Eles tentaram criar uma história extremamente adolescente e boba, quando, na verdade, há muito mais nessa trama. Até mesmo os sentimentos da Rose pelo Dimitri são disfarçados como uma paixonite de aluna pelo professor, do tipo que aparece e passa. E não! Não é assim. Na verdade, isso acontece com vários temas mais complicados, como a automutilação de Lissa, que eu falei no parágrafo anterior. Talvez justificar tudo como "atitudes de adolescentes" ou "efeitos colaterais" tenha sido uma forma que os produtores encontraram de lidar com esses temas.

Mas o que realmente importa, é que essa saga é incrível e vai muito além da adaptação ruim e da temática de vampiros. Realmente é uma série que vale a pena ler. Porque personagens femininas fortes e crush literário nunca são demais para ninguém.



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