#TOP7: Especial Visibilidade Trans - Quarto dos Livros

#TOP7: Especial Visibilidade Trans



Ontem foi comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Trans., no Brasil. A data visa dar à população de transexuais e travesti do país a visibilidade necessária, e alumiar essas classes, que tanto são marginalizadas.

Portanto, nós aqui do Quarto dos Livros, decidimos criar um TOP7 especial, com livros para você entender a transexualidade. Decidimos mesclar literatura com alguns livros específicos sobre o assunto, e ainda um filme bem mara. Relaxa, nenhum deles é extremamente acadêmico; apenas coisas para que você fique mais esclarecido.



1 - O que é Transexualidade - Berenice Bento (Coleção Primeiros Passos - Brasiliense, 2008)
"Em 1984, uma revista exibiu a manchete: A mulher mais bonita do Brasil é um homem. Pela primeira vez na história do país, a sociedade começou a se deparar com as confusões de gênero em escala midiática. Roberta Close trouxe para a cena nacional o olhar incrédulo de pessoas que examinavam e buscavam naquele corpo exuberante sinais de masculinidade. A aproximação com a transexualidade é reveladora das convenções sociais sobre a masculinidade e a feminilidade. O objetivo desse livro é fornecer reflexões que possibilitem problematizar os limites das instituições sociais ao lidar com estas demandas e a necessidade de se repensar os critérios de normalidade que são postos em cena todas as vezes que estamos diante das pessoas que vivem o gênero para além da diferença sexual."



2 - Viagem Solitária - João W. Nery (Leya, 2011)
"Viagem solitária conta a história de João W. Nery, o primeiro transexual masculino de que se teve notícia no Brasil. Especialmente dedicado a todas as pessoas que se reinventam para achar um lugar no mundo, narra a infância triste e confusa do menino tratado como menina, a adolescência transtornada, iniciada com a “monstruação” e o crescimento dos seios - que fazia de tudo para esconder -, o processo de autoafirmação e a paternidade. São muitos os personagens dessa história: de Darcy Ribeiro, considerado seu mentor intelectual e um dos primeiros amigos a compreenderem-no, a Antônio Houaiss, que, sendo um grande defensor das liberdades democráticas, recomendou seu primeiro livro para publicação, Erro de pessoa: Joana ou João? do qual foi prefaciador. História de dramas, incompreensões e lutas, Viagem solitária é um livro tecido de dor e de coragem e que anuncia, talvez, um mundo menos solitário para os “diferentes”, para aqueles que não se enquadram entre as maiorias..."


3 - Meu nome é Amanda - Amanda Guimarães (Fábrica231, 2016)
"Com mais de 245 mil inscritos em seu canal no Youtube e vídeos que alcançam mais de um milhão de visualizações, a youtuber Mandy Candy conta sua história em livro. Nascida em Gravataí, no Rio Grande do Sul, Amanda nasceu num corpo de menino do qual sempre se sentiu desconectada. Ela juntou dinheiro e aos 19 anos, com o apoio da mãe, foi para a Tailândia fazer a cirurgia de redesignação sexual. Em seu canal no Youtube, ela fala, entre outras coisas, sobre feminismo e identidade de gênero, e faz enorme sucesso entre os adolescentes. No livro, Mandy conta tudo sobre bullying, sua fase de transição e sua trajetória até se tornar uma das youtubers mais conhecidas da internet."





4 – A moça de Copenhague (Relançado como "A garota dinamarquesa) - David Ebershoff (Rocco, 2002)
"Greta precisava finalizar o retrato da mezzo-soprano Anna Fonsmark, que acabara de cancelar a sessão por causa de um ensaio. Ela então pediu ao marido Einar Wegener um pequeno favor. Era uma tarde fria em Copenhague, devido ao vento que soprava do Báltico, e os dois pintavam no ateliê do apartamento da Casa da Viúva. "Preciso de um par de pernas... E pensei comigo mesma que as suas talvez servissem... Você se incomoda de vestir as meias dela? E os sapatos?", perguntou. Assustado e excitado ao mesmo tempo... Einar, depois de rogar por segredo, relaxou e começou a puxar a meia por cima da panturrilha.

Nesse dia, ano de 1925, nascia Lili Elba, uma espécie de alter ego feminino do pintor. O que começou como mera brincadeira, acabou se tornando uma rotina para o casal, e ele passa a se vestir cada vez mais como Lili, por quem Greta se vê estranhamente atraída. Inspirado na história real do pintor dinamarquês Einar Wegener e sua esposa, David Ebershoff escreveu uma obra de ficção, como define em nota no final do livro. "Escrevi o romance a fim de explorar o espaço íntimo que definia esse casamento incomum. Estas páginas contêm alguns fatos importantes acerca da transformação de Einar, mas os detalhes da história "são invenções da minha imaginação", afirma Ebershoff. A pintura de Greta floresce tendo Lili por musa. Seu trabalho chama a atenção de um conceituado marchand francês, e o casal se muda para Paris. Na permissiva atmosfera do entre guerras, Lili sente-se liberada, tornando-se progressivamente o par de Greta em suas aparições públicas. À medida que Einar desaparece da lembrança, eles percebem que uma escolha terá de ser feita. Greta conhece um cirurgião na Clínica Municipal Feminina de Dresden disposto a tentar uma operação para mudança de sexo. Einar vai à Alemanha para se tornar, de uma vez por todas, Lili Elba.

"A moça de Copenhague" retrata uma quase esquecida história de amor entre um homem, que descobre sua verdadeira sexualidade, e uma mulher disposta a se sacrificar por ele, tendo como pano de fundo o glamour e a decadência da Europa da década de 1920. Trama ousada, inquietante, narrada com elegância e sutileza únicas."


5 - E se eu fosse puta - Amara Moira (Hoo, 2016)
"E se eu fosse puta é o quê? Você, leitor, que me diz. Tem de tudo um pouco, mas sobretudo verdade, dessas que a gente gosta só debaixo do tapete, bem escondidinha, o dia a dia da rua, a barganha, a cama, o homem depois de gozar. Amara se vê travesti e junto descobre a vida que haveria a partir de então, puta aonde quer que fosse, fosse pra cuspir, fosse pra perguntar discretamente o preço ("tudo no sigilo, sou casado, sabe?"). Corpo que não tem lugar, corpo que se fazia à revelia das regras, das normas, corpo que se prestava pra sombra, essa era eu e eu não fazia sentido, sequer sabia aonde eu queria chegar. Quem me entendia? Esse livro é sobre a escolha que não faz sentido, esse livro é sobre buscar porquês. E se eu fosse puta? E se eu fosse você?"




6 - Muito prazer, Roberta Close - Lucia Rito (Rosa dos tempos, 1998)
"Ao narrar a trajetória de Roberta Close - a adolescência conturbada, as humilhações que sofreu, a convalescência da operação que a tornou mulher -, este livro pretende mostrar o modo de vida de várias pessoas que, por nascerem diferentes, ainda são tratadas com preconceitos pela sociedade."








7 - Filme: Tudo sobre minha mãe (Todo sobre mi madre) - Pedro Almodóvar (1999) 
"No dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), um ingresso para a nova montagem da peça "Um bonde chamado desejo", estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após o espetáculo, ao tentar pegar um autógrafo de Huma, Esteban é atropelado e morre. Manuela resolve então ir até o pai do menino, que vive em Barcelona, para dar a notícia. No caminho, ela encontra o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo."




#Bônus: I Know Where I've Been - Glee (S06E07 - Transitioning, 2015)
"I Konw Where I've Been" faz parte da trilha sonora de "Hairspray", mas foi apresentada em Glee em sua última temporada, por Unique Adams (Alex Newels) como uma forma de apoiar o treinador Beiste (interpretado pela atriz Dot-Marie Jones) após sua transição. Unique surpreende Beiste acompanhada por um coral de 200 cantores transgênero e ao mesmo tempo Will tenta ensinar uma importante lição ao Vocal Adrenaline: tolerância e respeito. Se você nunca viu essa performance, eis a sua chance!

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