RESENHA: DUFF - Kody Keplinger - Quarto dos Livros

RESENHA: DUFF - Kody Keplinger

Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush – o cara bonito, rico e popular da escola – que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

DUFF está na lista de livros que eu conheci através da adaptação para o cinema. Esperava ver a mesma história do filme, obviamente com alguma diferença aqui e ali. Mas imaginem a minha surpresa quando descobri que o filme e o livro são COMPLETAMENTE diferentes. Mesmas personagens? Sim e não (a Madison não existe no livro). Ambos trazem a Bianca descobrindo ser a DUFF do seu grupo de amigas e como isso a afeta. Ah, também mostram o quanto ela odeia Wesley Rush. Mas as semelhanças acabam por aí.

Bianca Piper está no último ano do ensino médio, não liga para o que veste e nem para o que as pessoas pensam dela, suas melhores amigas são Cassey e Jessica, e diferentemente da Bianca, elas são bem populares no colégio, são altas, e, ao olhar da maioria, bem bonitas.

Wesley Rush é o atleta bonitão do colégio, aquele que atrai todos os olhares das meninas e vocês já conhecem o clichê todo. Detalhe: Bianca não suporta, ou melhor, odeia Wes.

Como normalmente fazem, as meninas vão ao Nest, um tipo de casa noturna só para adolescentes onde a única bebida é Coca-Cola. E como sempre, Jessica e Cassey se jogam na pista de dança enquanto a B. fica tomando Coca-Cola Light e conversando com o barman, até que então, quem ela menos espera se aproxima dela: ele mesmo, Wesley Rush. E ele começa a fazer o que saber fazer de melhor, irritar a Bianca. E é quando ele conta para a nossa B. que ela é a DUFF (Designated, Ugly, Fat, Friend, em tradução livre, Amiga Designada Feia e Gorda) do seu grupo. Como se não bastasse, ele continua, dizendo que todo grupo tem um Duff, aquela pessoa que é a última a ser notada e é a mais acessível já que ninguém está tentando ficar com ela.



Porém, a falta de auto-estima de Bianca e sua insegurança sobre seu corpo fazem com que ela acredite em Wesley. O que ela não esperava era que ele seria uma excelente válvula de escape para os seus problemas e uma inimizade colorida começa. Ela precisa se distrair, e aparentemente, sexo sem sentido com Wes a ajuda. O cara que ela acha lindo, mas que, ao mesmo tempo não suporta, que é desagradável, que não pensa em ninguém além dele mesmo e que dorme com "qualquer coisa que se mexa".

Bianca precisa que lidar com a pressão do último ano, em como ela se sente por ser considerada a Duff do seu grupo, com a ausência da sua mãe, que tomou coragem e pediu o divórcio, o que acaba causando a recaída do seu pai, que não bebia há 18 anos. Wes também tem seus problemas, ele é um cara muito reservado, e seus segredos só são descobertos depois e, de alguma forma, eles explicam muito sobre porque ele é como é (leia-se babaca).


"Você me chamou de gorda e feia, Wesley".

Ao contrário do filme, B. não tenta mudar quem ela é ou como se veste para agradar ninguém, por mais que o rotulo de Duff a machuque, especialmente quando  Wes a chama de Duffy (o que acontece praticamente o tempo todo), ela se mantém fiel a quem ela realmente é.

Esse livro traz vários assuntos extremamente importantes, como os padrões absurdos de beleza e o quanto isso é importante para muitas pessoas, divórcio, alcoolismo, relacionamentos abusivos e suas consequências e como é importante se amar antes de qualquer coisa. É o tipo de leitura que vale muito a pena e com certeza valem as reflexões e o impacto que ele, provavelmente, vai deixar em você. Por ter escrito esse livro aos 17 anos, Kody Keplinger mostra realmente como é o colegial e as relações entre adolescentes e como, muitas vezes, eles podem ser realmente cruéis.

Bianca Piper é uma personagem incrível, que mesmo magoada, não deixa que o rótulo de Duff a defina. Ela nunca se deixou intimidar por Wes, muito pelo contrário, ela o respondia a altura e como muito sarcasmo. Ela até conseguia ver vantagens em ser a menos atraente do grupo, como não se preocupar com dramas com garotos, maquiagem ou cabelo. Afinal, todo mundo é Duff de alguém, ou talvez essa coisa toda nem exista, a não ser na cabeça das pessoas que levam os padrões de beleza muito a sério.

“Eu era a Duff. E isso era uma coisa boa. Porque qualquer um que não se sente como uma Duff não deve ter amigos. Toda garota se sente pouco atraente às vezes.”

  
"Sim, eu sou a Duff de alguém. Mas adivinha? Você também. Mas isso não deveria afetar como você vê a si mesma"




18 comentários:

  1. Jubaaaa!
    Adorei sua resenha!
    Eu não achei Duff aquele livrão, sabe? Mas eu me diverti muito lendo ele, e gostei muito da Bianca, por todos os motivos que você falou.
    Eu queria muito ter tido a coragem dela de não mudar mesmo com os comentários alheios no ensino médio ahhaha Agora já foi.

    Um beijo,
    Paloma

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    1. Obrigada, Pah! <3
      Ele não é mesmo um super livro, mas ele traz questões muito importantes para esse nosso mundão de aparências.
      Também queria ter sido tão forte quanto ela pra não deixar que as opiniões dos outros me incomodassem tanto no ensino médio.

      Beijos!

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  2. Adorei sua resenha, não tinha parado pra ler nenhuma até hoje, mas queria muito ler o livro. EU assisti ao filme há um tempo e adorei! Espero ter a oportunidade de ler!

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    1. Obrigada!
      Eu também adorei o filme! Amo a Mae <3
      Leia o livro, certeza que você vai gostar dele também.

      Beijos

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  3. Eu assistir o filme pela netflix e tive uma certeza, eu era um duff hahah :/ o livro parece ser chato em comparação com o filme, eu prefiro o filme kk beijos

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    1. Olá!
      Quando vi o filme também tive a certeza de que eu era a Duff hahahaha
      O livro não é nada chato, mulher! Como histórias separadas, o filme é mara, mas como adaptação ele é nível TVD e PLL: histórias completamente diferentes do livro. Espero que um dia você lê-lo e goste.

      Beijos!

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  4. Não li o livro mas já vi o filme e amei de paixão! Muito fofinho... quem nunca foi uma DUFF pra algum menino? hahahahahaha

    bjos

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    1. Olá!
      Acho que todo mundo, pelo menos, já viu o filme e se apaixonou por ele e também acabou se identificando um pouco. É o que a Bianca fala: todo mundo é a Duff de alguém.

      Beijos!

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  5. Noossa acabei de adicionar esse livro a minha lista de desejados e quero ler rsrs. Muito obrigada pela indicação e parabéns pela resenha! Me identifiquei muito com a Bianca na minha época de escola, queria ter lido esse livro naquela época. Mas sei que vou gostar da leitura hoje ainda.
    Beijos
    Tamara
    Blog Tamaravilhosamente

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  6. Eu fiquei preocupada quando vi que a protagonista se envolvia com o babaca, então acho que passaria muita raiva lendo isso hahaha. Esse lance de autoestima mexe bastante comigo... Acho válidas as questões que o livro traz, mas espero que essa coisa de Duff realmente não existe. Que bom que a protagonista consegue levar essa situação de uma forma positiva né... Eu não conseguiria haha.

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  7. O livro parece interessante, pois, pelo que entendi, foge do estereótipo - sou feia e gorda, preciso emagrecer e passar por uma transformação ou não serei gente. Infelizmente, esse tipo de bullying acontece sempre, e muita gente tem a autoestima rebaixada apenas para ser o DUFF do grupo. É conveniente manter o DUFF como um bichinho de estimação. Interessei-me pela leitura, obrigada pela resenha!

    www.tatianamaretosilva.com/escritora

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  8. Eu li esse livro na época que anunciaram a adaptação e gostei muito! Aí fui ver o filme e fiquei bem brochada com as mudanças.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da promoção 5 Anos de Além da Contracapa
    Participe do sorteio Halloween Literário

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  9. Eu li uma resenha desse livro tempo atrás e gostei bastante, gostei do fato de fugir daquele clichê da menina virar outra pessoa e todo mundo cair aos pés dela, ela parece ter muita personalidade por se manter tão firme apesar de toda negatividade

    leiturasdebrain.wordpress.com

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  10. oi tudo bem?

    eu não li o livro e nem assisti, mas adorei sua resenha. Me interessei pelo fato, Da B. não mudar quem ela é só pra agradar as pessoas, principalmente o carinha. Acho que todas as garotas que estão na escola [onde isso mais ocorre] devia ler esse livro. adorei a resenha beijos

    Taynara MEllo | Indicar Livros
    www.indicarlivros.com

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  11. VOCÊ TÁ ME ZOANDO QUE DUFF É UM LIVRO
    Nossa, tô comprando já! Eu pirei com o filme, achei excelente.
    Tem um muito bom, nesse estilo, que se chama Easy A (tinha no Netflix) que eu recomendo pra vc :)

    Bjs

    http://espressioni.com.br

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  12. AAAAAH, eu acho super interessante esse tipo de livro que aborda esses temas. Me lembrou o jogo Life is Strange, conhece? Fiz resenha sobre ele recentemente lá no blog, ele fala super sobre bullying, vida no colegial, inseguranças e etc. Só que tipo, ele não tem esse fator romance aí, ele é mais sobre amizade, e mais pesado no fator depressão e até suicídio. Mas mesmo assim me lembrou.
    De qualquer maneira, me interessei. Nunca ouvi falar desse filme, eu sou uma pessoa que costuma mais é ver séries. Vou procurar sobre ele, mesmo tu tendo dito que não tem nada a ver com o livro, parece bom também.

    Beijos!
    www.jadeamorim.com.br

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  13. Oii,

    Não conhecia a história desse livro, e olha que quase vi o filme, e gostei da premissa que sua resenha traz.
    Vou querer ver o filme e ler o livro, para comparar as histórias.

    beijos

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  14. Já queria muito ver esse filme. Agora estou ansiosa pra ler esse livro também!!
    www.rosastenue.com.br

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