RESENHA: One Man Guy - Michael Barakiva

Foto: Luane Chinaide   
"Um romance sobre dois garotos, dois mundos e um encontro. Ethan é tudo o que Alek gostaria de ser: confiante, livre e irreverente. Apesar de estudarem na mesma escola, os dois garotos pertencem a mundos diferentes. Enquanto Ethan é descolado e tem vários amigos, Alek tem apenas uma, Becky, e convive intensamente com sua família e a comunidade armênia. Mesmo com tantas diferenças, os destinos de Ethan e Alek se cruzam ao precisarem frequentar um mesmo curso de férias. Quando Ethan convence Alek a matar aula e ir a um show de Rufus Wainwright no Central Park, em Nova York, Alek embarca em sua primeira aventura fora de sua existência no subúrbio de Nova Jersey e da proteção de sua família. E ele não consegue acreditar que um cara tão legal quer ser seu amigo. Ou, talvez, mais do que isso. One Man Guy é uma história romântica, comovente e engraçada sobre o que acontece quando as pessoas saem de suas zonas de conforto e ajudam o outro a ver o mundo (e a si mesmo) como nunca viram antes." 
Antes de começar a resenha, vamos falar sobre um assunto muito interessante e que, sim, é altamente relevante para a resenha e para esse blog: literatura LGBTT. Como você deve ter notado nas livrarias que frequenta, ou mesmo em sites de compras, a enxurrada de livros com a temática LGBTT que estão surgindo no mercado, principalmente voltado para o público adolescente. E, embora a massificação de temas seja altamente problemática para a formação de um pensamento crítico sobre um assunto, e a higienização que a comunidade sofre na maioria dos romances produzidos seja prejudicial para que se compreenda o quão diversa é a comunidade LGBTT, acredito que o que ocorre com livros como "One Man Guy" (alvo da resenha de hoje), "Garoto encontra Garoto", "Will and Will", "Apenas um garoto", enfim, é algo que se torna benéfico para que haja a naturalização do discurso LGBTT e se construa, em adolescentes e jovens, a consciência de que SIM, EXISTEM HOMOSSEXUAIS, E SIM, ELES TAMBÉM POSSUEM DRAMAS ADOLESCENTES CLICHÊS E SIM ELES NAMORAM E FICAM NERVOSOS PERTO DO CRUSH. Entendem? Mesmo com o fenômeno irritante e altamente prejudicial da massificação do tema (isso sem levantar questões como o esquecimento de outras culturas nos livros, e os protagonistas serem todos brancos e de classe média), os novos romances gay-friendly são um sucesso e podem, sim, tornarem-se uma ferramenta de militância poderosa. 

Pronto, agora vamos falar de fofura: "One Man Guy"


“-Só sei que gosto de estar com você e não consigo imaginar querendo mais ninguém. Isso basta para você? ”

Os protagonistas são o Alec e o Ethan. Alec é: introvertido, só possui uma amiga, a Becky, não arruma confusão com ninguém, tira boas notas, enfim, você já conhece a personalidade do Alec por outros livros. O que o torna tão especial é sua ascendência Armênica (A Armênia é um país relativamente pequeno, localizado ao sul do Cáucaso. Faz fronteira com Azerbaijão, Turquia, Irã e Geórgia), então, ao decorrer do livro, você vai receber diversas informações sobre a história da Armênia, assim como culinária. Aliás, as partes engraçadas do livro ficam por conta da comida, vai por mim!; o Ethan você também já conhece por outros romances: ele é popular, legal, anda de skate, se mete em brigas, é descolado, enfim, encha de clichês o personagem, porém, GAY! 
O Ethan vai conquistar seu coração e você vai sentir vontade de dar realmente um soco no Alec em alguns momentos. O Ethan mostra a vida que a Alec perde quando fica dentro da redoma que seus pais o colocaram, e Alec fica fascinado com isso. Alec também ajuda Ethan a confiar em outra pessoa, depois do último relacionamento conturbado que teve no passado.

"One Man Guy" é aquele romance para te matar de amores. Sem jogos políticos, sem grandes mistérios, sem dramas homéricos, sem diálogos poeticamente desafiadores... como diria a Banda Mais Bonita da Cidade: “só serve para dançar”.

Obs.: se você discorda do que foi dito no primeiro parágrafo, por favor, comente embaixo que nós aqui do Quarto dos Livros adoramos uma conversa saudável sobre coisas relacionada à cultura e afins.



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